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Sobre o acervo

Godofredo Nascentes Tinoco (1897 – 1983) nascido em Macaé, muda-se aos dois anos para Campos dos Goytacazes onde desenvolve sua carreira intelectual como advogado, escritor, jornalista e teatrólogo. Formado em direito pela Faculdade Livre de Direito do Rio de Janeiro, foi diretor da Faculdade de Direito de Campos, além de presidir a Academia Campista de Letras e a Associação da Imprensa Campista. Por suas diversas qualificações, seu conjunto de dezenas de obras, parte delas sob cuidados da CCVM, caracterizam-se por temas dos mais diversos – direito, política, história, teatro, literatura, viagens, etc. - sendo elas de grande importância para a história e a cultura regional do norte fluminense. Seus escritos também recebem autoria dos pseudônimos: Um Goitacá, João do Sul, Carlos D'Arce, Mary e Antigo. O acervo disponibilizado passa, a priori, por um processo de tratamento e preservação como limpeza, pequenos reparos e catalogação, cabível a condição específica de cada documento, sendo sua disponibilização digital a etapa final em nosso objetivo de perpetuação do acervo. O acervo digital é um dos resultados do projeto de Iniciação Científica - CNPq "Pesquisa histórica com base nos documentos artísticos (teatro) do acervo da Casa de Cultura Villa Maria/UENF" e vinculado ao projeto de pesquisa aprovado pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro/FAPERJ,  “Apoio à produção e divulgação das Artes no estado do Rio de Janeiro”.

Gastão Machado (1899-1964) foi teatrólogo, redator e diretor de jornal, desenhista, caricaturista, poeta e autor do livro "Os Crimes Célebres de Campos"; traduziu e adaptou várias obras de outros nomes e exerceu papel influente na política municipal. O acervo doado para a CCVM é formado por livros, exemplares de jornais da época, fotos, documentos pessoais e cartas, além de muitas peças teatrais, o foco atual desse trabalho. Em suas peças, Gastão usava sempre de sua crítica e bom humor para tratar de assuntos relacionados à política e às questões do dia a dia em sua cidade natal. Por ser um nome tão importante no cenário campista, ele apadrinhou muitos artistas no início da carreira, por isso, temos várias peças de outros autores em seu acervo pessoal.

A construção do Acervo Dona Glorinha conta com as etapas de limpeza, catalogação e digitalização das partituras que foram utilizadas como instrumentos de aula de Maria da Glória Ramalho. Nessas peças de partituras encontram-se diversos compositores, bem como editoras, casas de comércio, aos quais recorriam os músicos, alunos, professores e compositores num contexto onde parte da cultura musical circulava nas partituras em papel e nas audições e concertos de música. A presente pesquisa está relacionada ao fundo documental textual de partituras da professora de piano Maria da Glória Ramalho Pessanha, ou como era conhecida, Dona Glorinha. Nascida em 1910, foi morar no Rio de Janeiro aos 9 anos de idade, onde iniciou seus estudos de piano e só retornou à Campos para iniciar sua carreira no magistério pianístico em 1932. Formou musicistas e fez parte de algumas diretorias em instituições relacionadas à cultura em Campos. Lecionou sessenta anos seguidos (1932-92), sendo reconhecida como excelente professora do antigo Conservatório de Música de Campos dos Goytacazes (CMC), fundado em 1935, onde também veio a presidir por 2 mandatos. O fundo foi doado pela herdeira à Casa de Cultura Villa Maria (CCVM).

Fotografias

Professora de piano Maria da Glória Ramalho Pessanha, ou como era conhecida, Dona Glorinha. Nascida em 1910, foi morar no Rio de Janeiro aos 9 anos de idade, onde iniciou seus estudos de piano e só retornou à Campos para iniciar sua carreira no magistério pianístico em 1932. Formou musicistas e fez parte de algumas diretorias em instituições relacionadas à cultura em Campos. Lecionou sessenta anos seguidos (1932-92), sendo reconhecida como excelente professora do antigo Conservatório de Música de Campos dos Goytacazes (CMC), fundado em 1935.

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Partituras e Descrições

A peça “Valsa Lenta” foi composta pelo pianista brasileiro Joaquim Barrozo Netto que viveu entre 1881 e 1941. Barrozo Netto fez parte da Academia Brasileira de Música, deixou uma extensa produção de peças para piano, ao que pode-se indicar por outras fontes, foi aluno de Chiquinha Gonzaga e trocou cartas com o reconhecido compositor Camille Saint-Saens. A peça “Valsa Lenta” recebe o carimbo da Casa Bevilacqua. Viúva bevilacqua, Rua Ouvidor, 145. RJ. Edição de Casa Carlos J. Wehrs, Rua Carioca, 47. RJ.

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A peça “Rhapsodia Hongroise nº 2” é uma composição do húngaro Franz Liszt que viveu entre 1811 e 1886. Liszt tornou-se reconhecido compositor do século XIX, entre suas contribuições estão a popularização de transcrições para piano, o desenvolvimento do poema sinfônico e do conceito de transformação temática, esse último, consiste em mudanças radicais disfarçadas ao longo da obra. Liszt foi influenciado em sua infância pela música folclórica húngara, principalmente músicas ciganas. A obra “Rhapsodia Hongroise nº 2” composta em 1847 dentre um conjunto de 19 rapsódias, é uma famosa peça dedicada ao Conde Laszlo Teleky e expressa certo nacionalismo, embora seus trabalhos assumem variedade de estilos. A peça de partitura “Rhapsodia Hongroise nº 2” da Editora Arthur Napoleão & Cia, Rio de Janeiro, recebe a marca Primeiros Fabricantes da Allemanha Bechstein e o carimbo de A Normalina, Campos.

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A coletânea “Mikrokosmos” são obras do compositor húngaro Béla Bartók que viveu entre 1881 e 1945. A coletânea constitui-se de peças destinadas à estudantes, peças em que o autor resume sua linguagem musical. Bartók lançou-se em busca da expressão nacional, conseguiu reunir canções populares que não haviam sido transpostas. Tornou-se conhecido compositor do século XX e um dos fundadores da etnomusicologia e do estudo antropológico da música. Visitou regiões africanas a fim de recolher canções populares árabes. A coletânea “Mikrokosmos” caracteriza-se por peças progressivas de piano no estilo de curso. Recebe o carimbo da Casa Oliveira de música LTDA, Rua da Carioca, 70, RJ. Edição de Boosey e Hawkes LTDA. 295, Regent street, London.

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A peça “Malaguena” composição do cubano Ernesto Lecuona que viveu entre 1895 e 1963. Lecuona era filho de jornalista espanhol radicado em Cuba e irmão de Ernestina Lecuona, fundadora da Orquestra de Mulheres de Cuba em 1937. “Malaguena” tornou-se um padrão popular, com versões em jazz, bandas marciais e baterias, recebendo letras em diferentes idiomas. Malagueñas referem-se a estilos de dança flamenca de Málaga no sudeste da Espanha, a base da melodia não é invenção de Lecuona. A peça foi frequentemente usada no esporte de patinação artística e em competições de marchas, tambor e corneta. A peça “Malaguena” é o sexto movimento da Suíte Andalucía de Lecuona, e versão da Contemporary Composers Series for Piano four hands, transcrita por Luís Sucra e edição de Edward B. Marks Music Corporation, New York.

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A peça “La zingara” é uma obra do compositor de óperas italiano Gaetano Donizetti que viveu entre 1797 e 1848. Donizetti nasceu numa família pobre sem tradições na música e tornou-se conhecido por suas óperas, obras orquestrais e quartetos de cordas. Compôs também músicas de caráter religioso e suas obras deram grande contribuição para as óperas italianos do período romântico. “La zingara” foi a primeira ópera de Donizetti escrita em Nápoles. A peça de partitura “La zingara” pertence a edição As Duas Pianistas e recebe a marca do Grande Estabelecimento de pianos e músicas Arthur Napoleão & Comp, Rio de Janeiro.

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A peça de partitura “Valsas nº 1, 2, 3” pertence ao compositor austríaco Franz Schubert que viveu entre 1797 e 1828. Apesar de ter vivido somente 31 anos, o interesse por suas obras aumentou nas década que se seguiram após sua morte. O período que viveu Schubert é o das Guerras Revolucionárias em que os exércitos napoleônicos da Primeira República Francesa vieram a enfrentar as monarquias do Reino Unido, Áustria, Prússia e Rússia. O estilo de Schubert foi considerado como imaginativo, lírico e melódico, marcando a passagem do clássico para o romântico. A peça “Valsas nº 1, 2, 3” da Editora Irmãos Vitale, SP, recebe a revisão de Mario Nielsen e tem a imagem de Schubert em sua capa.

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A peça “Deux Polonaises Op. 26” foi composta em 1836 pelo pianista polonês Frédéric François Chopin que viveu entre 1810 e 1849, radicou-se na França e fez carreira em Paris. Chopin introduziu significativas inovações nas formas existentes, como o piano solo, a valsa, o noturno, o estudo, o improviso e o prelúdio. Também mesclou músicas com elementos eslavos, suas mazurcas e polonesas são fundamentais para a música nacional polonesa. A maioria das polonesas de Chopin foram escritas para piano solo. “Deux Polonaises Op. 26” foi dedicada ao compositor austríaco Josef Dessauer e simboliza musicalmente a dicotomia de dois momentos da história da Polônia: a sua grandeza e a sua tragédia. Edição de B.Schott Sohne in Mainz. Recebe o carimbo de Imperial Estabelecimento Pianos e Musicas, RJ.

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A peça “Danse Macabre” é originalmente um arranjo popular do compositor francês Camille Saint-Saens baseada no poema de Henri Cazalis. A peça de partitura foi adaptada pelo também compositor francês Ernest Guiraud, que viveu entre 1837 e 1892. Guiraud estudou no Conservatório de Paris e escreveu suas primeiras obras para as noites de entretenimento teatral. Tornou-se famoso pelos recitativos, estilo em que o cantor pode adotar os ritmos de fala comum. Guiraud alistou-se e lutou na Guerra Franco-Prussiana. O poema “Danse Macabre” de Cazalis musicado por Saint-Saens, retrata a lenda em que à meia-noite do Halloween, a morte evoca os mortos dos túmulos para dançar ao som de seu violino até a hora do galo cantar. A peça “Danse Macabre” da coleção de peças brilhantes à 4 mãos As Duas Pianistas é uma edição da Sampaio, Araujo & Cia, RJ, e recebe o carimbo da Casa Arthur Napoleão Estabelecimento de Pianos e Músicas.

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A peça “Dança das Horas” é uma partitura do compositor de ópera italiano Amilcare Ponchielli que viveu entre 1834 e 1886. Ponchielli aos nove anos ganhou uma bolsa de estudos no Conservatório de Milão. “Dança das Horas” é um balé da ópera La Gioconda que com execução de mudanças de vestes, efeitos de luzes e coreografias distintas representa as horas do amanhecer, da manhã, da tarde e da noite. Simbolizam também a luta entre poderes das trevas e da luz. “Dança das Horas” é executado no filme “Fantasia” de Walt Disney e apresenta uma sátira ao balé clássico com animais dançando sobre as mudanças das horas. No seriado Chaves essa peça é mencionada pelo personagem Quico atribuindo-a erroneamente ao compositor russo Tschaikovsky. A peça “Danças das Horas” recebe o carimbo da Casa Carlos Gomes. músicas, discos e instrumentos, Rua do Ouvidor, 153, RJ. Edição dos Irmãos Vitale, SP e RJ.

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A peça manuscrita “Besa-me mucho” é uma canção escrita pela pianista e compositora mexicana Consuelo Velásquez que viveu entre 1916 e 2005. Velásquez compôs “Besa-me mucho” inspirada por uma ópera de Enrique Granados. A canção do idioma espanhol se tornou conhecida e gravada por outros artistas. Os Beatles a gravaram em 1962 e o músico brasileiro João Gilberto simplificou a canção em uma versão para violão inspirado na Bossa Nova. A peça tratada nesse Acervo trata-se de um manuscrito de algum estudante da professora de piano do antigo Conservatório de Música de Campos, Dona Glorinha.

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A peça “Saudades de Matão” trata-se da partitura tocada por Jorge Galati, maestro de uma banda ítalo-brasileira de Araraquara, São Paulo. A valsa interiorana “Saudades de Matão” originalmente tinha o título “Francana” e os habitantes de Matão, cidade vizinha de Araraquara, é que a batizaram com o nome pelo qual ficaria conhecida. Jorge Galati (Giorgio Galati) veio da Itália para o Brasil por volta das últimas décadas do século XX, residindo em Araraquara. A valsa sertaneja teve alguns intérpretes, dentre eles, Oro Perches de Aguiar que em 1949 reivindicou a autoria da música, criando grande polêmica na mídia da época. O acordeonista Antenógenes Silva em 1938 também reivindicou a autoria de “Saudades de Matão”. Raul Torres deu letra à música e Carlos Galhardo a gravou em 1941 e 1958. A partitura da música de Jorge Galati, arranjo de Antenógenes Silva e letra de Raul Torres foi composta para piano e gravado em disco por Raul Torres, produzida pela Editora Irmãos Vitale, São Paulo e Rio de Janeiro e comercializada pela Casa Carlos Gomes, RJ.

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A peça “Paraíba” é uma partitura da música de Luiz Gonzaga do Nascimento e Humberto Teixeira, ambos compositores brasileiros. Gonzaga viveu entre 1912-1989 ficou conhecido como o Rei do Baião e importante figura da música popular brasileira. Humberto foi advogado, político e viveu entre 1915-1979. A canção foi gravada em 1952 e por um lado é considerada símbolo da força do sertanejo, por outro, carrega conotações políticas, pois elogia o rebelde território de Princesa e o coronel José Pereira. Princesa foi um território interestadual brasileiro que localizou-se na Província da Paraíba próximo da fronteira de Pernambuco. O movimento rebelde de 1928 liderado por José Pereira questionava as reformas tributárias e políticas de João Pessoa como Presidente do Estado da Paraíba, este último também passou a concorrer como vice na chapa presidencial de Getúlio Vargas. Após a derrota da eleição de Getúlio Vargas para Júlio Prestes em 1930, a Revolta de Princesa findou-se com o assassinato de João Pessoa, executado por João Dantas por motivos pessoais. A morte de Pessoa colaborou para o golpe da Revolução de 1930 que depôs Washington Luís e impediu a posse de Júlio Prestes, culminando na presidência de Getúlio Vargas. “Paraíba” foi cantada por Emília Savana da Silva Borba, cantora do século XX de samba, marcha e choro, conhecida como Emilinha Borba. A canção também ganhou voz pelas cantoras Elba Ramalho e Daniela Mercury. Emilinha Borba ilustra a capa da partitura da editora Todamérica Música LTDA, Rio de Janeiro. Essa peça também recebe o carimbo de Sérgio Ramalho Rodriguez, parente da professora Maria da Glória Ramalho que atuou no magistério pianístico por seis décadas no extinto Conservatório de Música de Campos. Outro canção famosa composta por Gonzaga e Humberto é Asa Branca.

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A peça “La Cumparsita” é uma partitura da música de Gerardo Matos Rodríguez, compositor uruguaio que viveu entre 1897-1948. Gerardo compôs “La Cumparsita” para a Federação de Estudantes do Uruguai que desfilaria no carnaval de 1917. O pianista argentino Roberto Firpo fez um arranjo para a música contribuindo para que “La Cumparsita” se tornasse um hino do tango. Transcrita por João Portaro, produzida para as Edições Tupy e distribuída pela Editora Lítero-Musical Tupy. LTDA. Rua 7 de Abril, 176. São Paulo. Comercializada pela Casa Carlos Wehrs Pianos e Acordeões. Rio de Janeiro.

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A peça “Valsa das Flores” trata-se da partitura da música de Piotr Ilitch Tschaikowsky, compositor russo que viveu entre (1840-1893). “Valsa das Flores” tornou-se famosa por musicar o balé “O Quebra-nozes” apresentada em 17 de dezembro de 1892 no teatro de São Petersburgo na Rússia. A música foi composta para piano e transcrita por João Portaro, produzida para as Edições Tupy e distribuída pela Editora Lítero-Musical Tupy. LTDA. Rua 7 de Abril, 176. São Paulo. Comercializada pela Casa Carlos Wehrs Pianos e Acordeões. Rio de Janeiro. “O lago dos Cisnes” e “A Bela Adormecida” são outras obras conhecidas de Tschaikowsky.

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